12 Filmes sobre o Vazio Existencial

Por Philippe Leão

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O vazio existencial é um conceito que abrange a carência humana com relação a um sentido para a vida. Considerado por muitos filósofos como uma “doença da alma”, alguns dos sintomas da problemática são a sensação de desamparo, angústia profunda e tédio. A causa está, também, relacionada a ausência de fé, tanto a uma suposta entidade superior como pelas coisas que a vida pode oferecer.

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12 Filmes sobre o Vazio Existencial

 

O Cavalo de Turim

O Cavalo de Turim

Direção: Bela Tarr
País: Hungria
Nome Original: A Torinói ló

Cavalo de Turim

Turim, 3 de Janeiro de 1889. O filósofo Friedrich Nietzsche sai de casa. Ali perto um camponês luta com a teimosia do seu cavalo, que se recusa a obedecer. O homem perde a paciência e começa a chicotear o animal. Nietzsche aproxima-se e tenta impedir a brutalidade dos golpes com o seu próprio corpo. Naquele momento perde os sentidos e é levado para casa onde permanece em silêncio por dois dias. A partir daquele trágico evento Nietzsche nunca mais recuperará a razão, ficando aos cuidados da sua mãe e irmãs até ao dia da sua morte, a 25 de Agosto de 1900. Partindo deste evento, o filme tenta recriar o percurso do camponês, da sua filha, do velho cavalo doente e a sua existência miserável.

 

Noite Vazia

Diretor: Walter Hugo Khouri
País: Brasil
Ano: 1964

Dois amigos contratam os serviços de uma dupla de prostitutas. O que seria uma noite de prazer acaba se transformado em um embate entre os quartos, revelando pouco a pouco suas angústia e ressentimentos e aflorando seus sentimentos mais íntimos e profundos.

Confira um pouco sobre a obra de Walter Hugo Khouri!

 

 

O Eclipse

Diretor: Michelangelo Antonioni
País: Itália
Ano: 1962
Nome Original: L’Eclisse

Após brigar com o namorado, Vittoria se apaixona por Piero, um sedutor e materialista corretor da Bolsa de Valores. Apesar do real interesse de Vittoria, Piero não deseja um relacionamento sólido, por conta da sua personalidade volúvel.

 

Certo Agora, Errado Antes

Diretor: Hong Sang-soo
País: Coreia do Sul
Ano: 2015
Nome Original: Right now, wrong then

Por um engano, o diretor de cinema Ham Chunsu chega à cidade de Suwon um dia antes de uma sessão seguida de debate de um de seus filmes. Com tempo livre, ele visita um antigo e restaurado palácio, onde conhece a artista plástica Yoon Heejung. Juntos eles visitam o estúdio da pintora, comem sushi no jantar, bebem soju com os amigos dela e veem crescer a intimidade e interesse ao longo do dia.

 

O Intendente Sansho

Diretor: Kenji Mizoguchi
País: Japão
Ano: 1954
Nome Original: Sanshô Dayû

Tamaki viaja com Zushio e Anju, seu casal de filhos. No caminho, ela é enganada e é levada para a ilha Sado, e vê seus filhos serem vendidos como escravos. Dez anos depois, Zushio e Anju sabem da história de uma mulher em Sado famosa por cantar uma triste canção por eles. Os irmãos então fazem de tudo para reencontrar sua mãe.

 

Palácio dos Anjos

Diretor: Walter Hugo Khouri
País: Brasil
Ano: 1971

Três companheiras de trabalho, Bárbara, Ana Lúcia e Mariazinha, se associam para explorar a “mais antiga profissão do mundo”. Bárbara, a mais decidida e ambiciosa, sugere às amigas que copiem o fichário sigiloso para atrair clientes ricos e esbanjadores. O plano é posto em prática quando Ricardo, o chefe da firma, não conseguindo fazer de Bárbara sua amante, a despede. As três moças pensam, então, enriquecer tão rapidamente, que, um ano depois possam trocar a prostituição em seu “palácio dos anjos” por uma vida segura e tranquila, em algum lugar onde ninguém as conheça. A “armadilha” preparada para enredar os impetuosos milionários acaba por envolvê-los emocionalmente. Mariazinha sofre uma depressão psíquica e abandona a vida que leva, voltando para a companhia (e a pobreza) de sua mãe. Bárbara e Ana Lúcia não conseguem fugir à sedução de seu “palácio” (o requintado apartamento em que exercem sua “profissão”). Ana Lúcia só o abandona para instalar outro, de sua exclusiva propriedade. E Bárbara se refugia, sozinha, num mundo de sonhos e frustrações.

 

Limite

Diretor: Mario Peixoto
País: Brasil
Ano: 1931

Um tema, uma situação e três histórias. O tema, a ânsia do homem pelo infinito, seu clamor e sua derrota. A situação, um barco perdido no oceano com três náufragos – um homem e duas mulheres. As três histórias são aquelas que os personagens mutuamente se contam. Na situação se esboça o tema que as três histórias desenvolvem. A tragédia cósmica se passa no barco. E para ele convergem as histórias.

 

As Deusas

Diretor: Walter Hugo Khouri
País: Brasil
Ano: 1972

Ângela, hipersensível, insegura e problemática, é paciente de Ana, jovem psiquiatra sem muita experiência profissional. Na origem da depressão da primeira, estão diversos fatores, inclusive sua ligação com Paulo, misto de dominador e vítima. Admitindo ter conduzido de forma indevida o tratamento de Ângela, Ana quer passar o caso para um profissional mais experiente, e empresta sua casa de campo para que sua paciente se isole e repouse. Ângela, porém, tem necessidade da presença de Ana, e Paulo se vê na contingência de chamar a doutora, que não conhecia, diante da inquietação de sua mulher. A casa passa a ser então um pólo catalisador para essas três pessoas, que começam a misturar suas emoções, seus problemas, seus sentimentos e até suas personalidades.

 

A Doce Vida

Diretor: Federico Fellini
País: Itália
Ano: 1960
Nome Original: La Dolce Vita

“Roma, início dos anos 60. O jornalista Marcello (Marcello Mastroianni) vive entre as celebridades, ricos e fotógrafos que lotam a badalada Via Veneto. Neste mundo marcado por um vazio existencial, frequenta festas, conhece os tipos mais extravagantes e descobre um novo sentido para a vida.”

 

Filme Demência

Direção: Carlos Reichenbach
País: Brasil
Ano: 1985

Um pequeno industrial de cigarros, falido economicamente e em crise doméstica, é praticamente exilado da casa pela mulher e passa a refugiar-se em visões e alucinações. Como na lenda de Fausto, terá de encontrar seu correspondente Mefisto, que durante a história lhe aparecerá de várias formas e personalidades.

 

O Gosto da Cereja

Direção: Abbas Kiarostami
País: Irã
Ano: 1997
Nome Original: Ta’m e Guilass

Acompanhamos o Sr. Badii, que viaja de carro pelos campos de Teerã. Ele está procurando um trabalhador, alguém que esteja disposto a ajudá-lo num plano que reflete toda a sua amargura e solidão.

 

Face a Face

Direção: Ingmar Bergman
País: Suécia
Ano: 1976
Nome Original: Ansikte mot Ansikte

Jenny Isaksson (Liv Ullmann) é uma psiquiatra casada, que é assombrada por visões de uma velha e passa a sofrer uma profunda depressão. Na procura desesperada de fugir deste pesadelo ela tem um caso com Tomas Jacobi (Erland Josephson), um médico casado. Isto só serve para provocar nela uma crise histérica e, quando tem novas alucinações com a velha mulher, ela tenta suicídio. Enquanto está entre a vida e a morte ela imagina ver todas as pessoas que tiveram alguma influência em sua vida. Quando está se recuperando ela consegue entender quem é a velha senhora e por qual motivo provoca tanto sofrimento.

2 comentários em “12 Filmes sobre o Vazio Existencial

  • 20 de dezembro de 2017 em 21:44
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    Gostei principalmente dos filmes brasileiros. Excelente lista, Parabéns

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