12 Filmes Oníricos que Você Precisa Conhecer

Por Philippe Leão

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A palavra Onírico faz referência aos sonhos e às fantasias. Em suma, o que é onírico não pertence ao “mundo real”.

Uma narrativa onírica no cinema, portanto, compreende àquele filme em que há uma sensação de fuga, entrada nos sonhos ou aparente sensação de descolamento do real.

Filmes como Primavera, Verão, Outono, Inverno e… Primavera, de Kim Ki Duk, expõem essa posição onírica através de uma espiritualidade das dores do mundo. Aparentemente, em diversos momentos, sentimo-nos deslocados do real.

Em O Gabinete do Dr. Caligari, muito além da própria história, onírica por natureza, a ambientação cria uma atmosfera de pesadelo… somos deslocados para o mundo dos sonhos.

Enfim, confira alguns filmes importantes com essa temática!

 

 

 

Filmes Oníricos que Você Precisa Conhecer

 

FILME DEMÊNCIA

Direção: Carlos Reichenbach
País: Brasil
Ano: 1985

Um pequeno industrial de cigarros, falido economicamente e em crise doméstica, é praticamente exilado da casa pela mulher e passa a refugiar-se em visões e alucinações. Como na lenda de Fausto, terá de encontrar seu correspondente Mefisto, que durante a história lhe aparecerá de várias formas e personalidades.

 

CARRUAGEM FANTASMA

Direção: Victor Sjöström
País: Dinamarca
Ano: 1921
Nome Original: Körkarlen

Suécia, véspera de Ano Novo. Três bêbados evocam uma lenda que afirma que se a última pessoa a morrer no ano for uma grande pecadora, ela irá guiar a carruagem fantasma que recolhe as almas dos mortos. O filme aborda vários acontecimentos nessa mesma noite.

 

PRIMAVERA, VERÃO, OUTONO, INVERNO E… PRIMAVERA

Direção: Kim Ki Duk
País: Coreia do Sul
Ano: 2003
Nome Original: Bom Yeoreum Gaeul Gyeoul Geurigo Bom

Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e de seu ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que compartilham a solidão, em um lago rodeado por montanhas. Assim como as estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será sempre uma casa para o espírito.

 

O GABINETE DO DR. CALIGARI

Direção: Robert Wiene
País: Alemanha
Ano: 1922
Nome Original: Das Kabinett des Doktor Caligari

Num pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari (Krauss), chega acompanhado do sonâmbulo Cesare (Veidit) que, supostamente, estaria adormecido por 23 anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu mestre, o Dr. Caligari

 

NA SOLIDÃO DA NOITE

Direção: Alberto Cavalcanti; Basil Dearden; Charles Crichton; Robert Hamer
País: Reino Unido
Ano:  1945
Nome Original: Dead of Night

Um arquiteto sofre constantemente com pesadelos horríveis e é convidado a passar um fim de semana numa casa de campo, onde os proprietários pretendem fazer umas reformas. Ao chegar, ele se surpreende ao encontrar exatamente as mesmas pessoas que participam de seus pesadelos. Elas, que nunca haviam visto o arquiteto antes, passam então a narrar casos fantásticos que viveram.

 

SONHOS

Direção: Akira Kurosawa
País: Japão
Ano: 1990

São oito segmentos. No primeiro, “A Raposa”, uma criança é avisada pela mãe que não deveria ir à floresta quando há chuva e sol, pois é a época do acasalamento das raposas, que gostam de serem observadas, mas ele desobedece os conselhos e observa as raposas, atrás de uma árvore. Ao retornar para casa sua mãe não o deixa entrar e lhe entrega um punhal, dizendo que como ele havia contrariado a raposa ele deveria se matar, mas ela sugere algo que pode remediar a situação.

Na segunda, “O Jardim dos Pessegueiros”, o irmão mais novo de uma família, ao servir chá para as irmãs, depara com uma moça que foge. Indo ao seu encalço, nota que ela é uma boneca e depara com os pessegueiros da sua casa totalmente cortados, restando só tocos. Os espíritos dos pessegueiros surgem para ele e, em uma dança melancólica, dizem que as bonecas são colocadas para enfeitar e festejar a florada dos pessegueiros, mas como eles não mais existem naquela casa não fazia sentido a presença das bonecas.

Na terceira, “A Nevasca”, o líder de uma expedição, junto com seu grupo, se vê em meio a uma nevasca. Eles sucumbem a nevasca, mas repentinamente surge uma linda mulher que envolve o líder com uma echarpe prata. Ele percebe que ela é a morte, que se transforma em uma horrenda figura, então ele vê que está próximo do acampamento e tenta acordar os companheiros, mas não consegue. Ouve então, uma corneta, indicando que o acampamento está mais próximo do que imagina.

No quarto, “O Túnel”, ao entrar em um túnel o capitão de um exército é surpreendido por um cão, que ladra para ele. Atravessa então o túnel em curtos passos. Na saída ouve alguém a caminhar e depara com um dos seus soldados morto em combate, que pensa não estar morto.

No quinto conto, “Corvos”, um jovem pintor, ao observar as pinturas de Van Gogh, entra dentro dos quadros e se encontra com o pintor, que indaga por qual razão ele não está pintando se a paisagem é incrível, pois isto o motiva a pintar de forma frenética.

No sexto conto, “Monte Fuji em Vermelho”, o Fuji entra em erupção ao mesmo tempo ocorre um incêndio em uma usina nuclear, provocado por falha humana. É desprendida no ar uma nuvem de radiação. Um homem relata ser um dos responsáveis pela tragédia e diz preferir a morte rápida de um afogamento à lenta provocada pela radiação.

No sétimo, “O Demônio Chorão”, ao caminhar um viajante encontra um demônio, que lamenta ter sido um homem ganancioso e, como muitos, transformou a terra em um lastimável depósito de resíduos venenosos.

No último, “Povoado dos Moinhos”, um viajante chega à um lugarejo conhecido por muitos como Povoado dos Moinhos. Lá não há energia elétrica e tampouco urbanização. Um idoso, ao ser indagado, relata que os inventos tornam as pessoas infelizes e que o importante para se ter uma boa vida é ser puro e ter água limpa.

 

A VACA

A Vaca

Direção: Dariush Mehrjui
País: Irã
Ano: 1969
Nome original: Gaav

Baseado em peça de Gholam-Hossein Saedi, que também contribuiu no roteiro. A Vaca é a história de Masht Hassan, orgulhoso proprietário da única vaca existente em uma aldeia pobre. Um dia, quando ele viaja a negócios, a vaca morre inesperadamente. Ao invéz de contar a verdade, os outros aldeões decidem dizer que o animal simplesmente se perdeu. Com tanto de sua identidade e de seu status relacionados à vaca, Hassan fica cada vez mais obcecado com a busca, ao ponto de enlouquecer. Financiado grande parte pelo governo do Xá, as imagens do filme do interior do Irã e da pobreza deixaram tão ultrajados os produtores que eles obrigaram os cineastas a colocar uma observação de que os eventos retratados haviam ocorridos muito antes do atual regime.

 

O ESPELHO

O Espelho

Direção: Andrei Tarkovski
País: Rússia
Ano: 1975
Nome original: Zerkalo

Um homem em seus últimos dias de vida relembra o passado. Entre as memórias pessoais da infância e adolescência, da mãe, da Segunda Guerra Mundial e de um doloroso divórcio, estão também momentos que contam a história da Rússia numa mistura de flashbacks, tomadas históricas e poesia original.

 

MORANGOS SILVESTRES

Direção: Ingmar Bergman
País: Suécia
Ano: 1957
Nome Original: Smultronstället

A caminho de uma cerimônia de premiação numa universidade, um médico é assediado por situações e personagens que o conduzem a um mergulho em sua vida pregressa.

 

CIDADE DOS SONHOS

Direção: David Lynch
País: EUA
Ano: 2001
Nome Original: Mulholland Dr.

Após um acidente de carro que lhe causa amnésia, uma mulher, acompanhada de uma aspirante a atriz procuram por pistas e respostas na cidade de Los Angeles, em uma estranha aventura em que sonhos e realidade se misturam.

 

VAMPIRO

Direção: Carl Theodor Dryer
País: Dinamarca
Ano: 1932
Nome Original: Vampyr

A história roda em torno de Allan Grey, um jovem interessado pelo sobrenatural, que um dia recebe a visita de um estranho senhor. Ao seguí-lo, Allan descobre que Léone, uma das filhas deste senhor, está cada vez mais doente. Ao ler um livro que o senhor lhe deu antes de morrer, Allan descobre que Léone é vítima de uma vampira, que é ajudada pelo doutor da vila em sua busca por alimento. Allan parte com um dos servos do senhor para destruir a vampira.

 

AS MIL E UMA NOITES

Direção: Pier Paolo Pasolini
País: Itália
Ano: 1974
Nome Original: l Fiore delle mille e una notte

Capítulo final da trilogia de Pasolini inspirada em contos clássicos do erotismo, que se iniciou com ”Decameron” e ”Os Contos de Canterbury”. Aqui a história é centrada num jovem que se apaixona por uma escrava

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