10 Filmes em Formato de Antologia

Por Philippe Leão

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Uma antologia é uma coletânea de obras agrupadas por temática, autoria, período, e afins. No cinema muitos filmes foram organizados de tal forma, alguns de grande importância. Confira alguns filmes em forma de antologia!

 

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Filmes com Formato de Antologia

 

AS MIL E UMA NOITES

Direção: Pier Paolo Pasolini
País: Itália
Ano: 1974
Nome Original: Il Fiore delle mille e una notte

Capítulo final da trilogia de Pasolini inspirada em contos clássicos do erotismo, que se iniciou com ”Decameron” e ”Os Contos de Canterbury”. Aqui a história é centrada num jovem que se apaixona por uma escrava.

 

RELATOS SELVAGENS

Direção: Damian Szifron
País: Argentina
Ano: 2014
Nome Original: Relatos Salvajes

Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. São seis episódios com pessoas vivendo situações-limite e respondendo violenta e inesperadamente a elas: uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar estes personagens para um lugar fora de controle.

 

O DECÁLOGO

 

Direção: Krzysztof Kieslowski
País: Polônia
Ano: 1989
Nome Original: Dekalog

A série completa do cineasta polonês Krzysztof Kieslowski, com as adaptações para a televisão, reúne dez episódios inspirados nos mandamentos bíblicos do Velho Testamento. As parábolas contemporâneas traduzem os Dez Mandamentos ao mundo de hoje, em elencos diferentes unidos por duas características comuns: os personagens centrais vivem no mesmo opressivo conjunto habitacional em Varsóvia, e um mesmo e estranho personagem que está presente em todo o Decálogo.

 

OS CONTOS DE CANTERBURY

Direção: Pier Paolo Pasolini
País: Itália
Ano: 1972
Nome Original: I Racconti di Canterbury

Segunda parte da Trilogia da Vida do aclamado diretor italiano Pier Paolo Pasolini, o longa é baseado nas obscenas histórias de Geoffrey Chaucer do século XIV. Mergulhando com prazer em alguns dos mais perversos e lascivos contos, Pasolini celebra de forma ardente quase toda forma imaginável de ato sexual com um humor rico, rude e visual mágico. Para completar, Pasolini faz uma representação de inferno que teria deixado Hieronymos Bosch orgulhoso.

 

SONHOS

Direção: Akira Kurosawa
País: Japão
Ano: 1991
Nome Original: Yumi

São oito segmentos. No primeiro, “A Raposa”, uma criança é avisada pela mãe que não deveria ir à floresta quando há chuva e sol, pois é a época do acasalamento das raposas, que gostam de serem observadas, mas ele desobedece os conselhos e observa as raposas, atrás de uma árvore. Ao retornar para casa sua mãe não o deixa entrar e lhe entrega um punhal, dizendo que como ele havia contrariado a raposa ele deveria se matar, mas ela sugere algo que pode remediar a situação.

Na segunda, “O Jardim dos Pessegueiros”, o irmão mais novo de uma família, ao servir chá para as irmãs, depara com uma moça que foge. Indo ao seu encalço, nota que ela é uma boneca e depara com os pessegueiros da sua casa totalmente cortados, restando só tocos. Os espíritos dos pessegueiros surgem para ele e, em uma dança melancólica, dizem que as bonecas são colocadas para enfeitar e festejar a florada dos pessegueiros, mas como eles não mais existem naquela casa não fazia sentido a presença das bonecas.

Na terceira, “A Nevasca”, o líder de uma expedição, junto com seu grupo, se vê em meio a uma nevasca. Eles sucumbem a nevasca, mas repentinamente surge uma linda mulher que envolve o líder com uma echarpe prata. Ele percebe que ela é a morte, que se transforma em uma horrenda figura, então ele vê que está próximo do acampamento e tenta acordar os companheiros, mas não consegue. Ouve então, uma corneta, indicando que o acampamento está mais próximo do que imagina.

No quarto, “O Túnel”, ao entrar em um túnel o capitão de um exército é surpreendido por um cão, que ladra para ele. Atravessa então o túnel em curtos passos. Na saída ouve alguém a caminhar e depara com um dos seus soldados morto em combate, que pensa não estar morto.

No quinto conto, “Corvos”, um jovem pintor, ao observar as pinturas de Van Gogh, entra dentro dos quadros e se encontra com o pintor, que indaga por qual razão ele não está pintando se a paisagem é incrível, pois isto o motiva a pintar de forma frenética.

No sexto conto, “Monte Fuji em Vermelho”, o Fuji entra em erupção ao mesmo tempo ocorre um incêndio em uma usina nuclear, provocado por falha humana. É desprendida no ar uma nuvem de radiação. Um homem relata ser um dos responsáveis pela tragédia e diz preferir a morte rápida de um afogamento à lenta provocada pela radiação.

No sétimo, “O Demônio Chorão”, ao caminhar um viajante encontra um demônio, que lamenta ter sido um homem ganancioso e, como muitos, transformou a terra em um lastimável depósito de resíduos venenosos.

No último, “Povoado dos Moinhos”, um viajante chega à um lugarejo conhecido por muitos como Povoado dos Moinhos. Lá não há energia elétrica e tampouco urbanização. Um idoso, ao ser indagado, relata que os inventos tornam as pessoas infelizes e que o importante para se ter uma boa vida é ser puro e ter água limpa.

 

NA SOLIDÃO DA NOITE

Direção: Alberto Cavalcanti
País: Reino Unido
Ano: 1945
Nome Original: Dead of Night

Um arquiteto sofre constantemente com pesadelos horríveis e é convidado a passar um fim de semana numa casa de campo, onde os proprietários pretendem fazer umas reformas. Ao chegar, ele se surpreende ao encontrar exatamente as mesmas pessoas que participam de seus pesadelos. Elas, que nunca haviam visto o arquiteto antes, passam então a narrar casos fantásticos que viveram.

 

 

 

PAISÀ

Direção: Roberto Rosselini
País: Itália
Ano: 1946
Nome Original: Paisà

No segmento inicial um soldado americano, Joe (Robert Van Loon), tem a tarefa de proteger uma jovem siciliana, Carmela (Carmela Sazio), em um castelo velho abandonado. Ela nada diz ou demonstra alguma emoção, enquanto Joe tenta suplantar a barreira do idioma. O 2º segmento se passa em Nápoles, nele um soldado americano negro tem seus sapatos roubados por um moleque de rua. Ele procura pelo garoto e descobre que o menino vive com vários napolitanos sem-teto. O 3º segmento se passa em Roma, nele um outro soldado americano, Fred (Gar Moore), chega na cidade com seu tanque e lhe é oferecida água por uma amável jovem, Francesca (Maria Michi), e ele rapidamente se sente atraído por ela. Meses mais tarde ele está bêbado e a encontra novamente, quando ela caminha pelas ruas procurando “clientes”. Ele então se lembra de Francesca, mas não percebe que a prostituta e Francesca são a mesma pessoa. O 4º episódio acontece em Florença, quando uma enfermeira americana, Harriet (Harriet Medin), e um guerrilheiro italiano tentam atravessar as linhas alemãs. No 5º segmento há 3 capelães americanos: um católico, um protestante e um judeu, que pedem para monges franciscanos autorização para passar a noite no monastério deles. Os monges estão desacostumados com religiosos protestantes e judeus, mas descobrem que estão todos unidos sob o mesmo Deus. No 6º capítulo há um forte tiroteio entre forças britânicas e alemãs, em que há grandes perdas para ambos os lados.

 

CAPRICHO À ITALIANA

Direção: Franco Rossi; Mario Monicelli; Mauro Bolognini; Pier Paolo Pasolini; Pino Zac; Steno
País: Itália
Ano: 1968
Nome Original: Capriccio all’italiana

Seis curtas em que são apresentadas histórias interessantes, com críticas aos costumes da sociedade em diferentes aspectos. Abrangem a literatura infantil, a cabeleira masculina, o trânsito, as visitas de soberanos às antigas colônias, a falsidade e o ciúme.

 

BOCCACCIO ’70

Direção: Federico Fellini; Luchino Visconti; Mario Monicelli; Vittorio de Sica
País: Itália
Ano: 1962
Nome Original: Boccaccio ’70

Inspirando-se no clássico Decameron, de Boccaccio, quatro grandes mestres do cinema italiano criaram uma comédia inesquecível em quatro episódios sobre a mulher contemporânea.

 

ONTEM, HOJE E AMANHÃ

 

Direção: Vittorio de Sica
País: Itália
Ano: 1963
Nome Original: Ieri, Oggi, Domani

Três histórias sobre três mulheres diferentes e o homem o qual elas amam. Em Nápoles, Adelina (Sophia Loren) que é casada com Carmine (Marcello Mastroianni) um vagabundo, foi presa por contrabandear cigarros. Só que ela descobre que não pode ir para a cadeia enquanto estiver grávida. E agora, anos após e sete filhos depois, Carmine está “ligeiramente impotente” e a cadeia parece inevitável para Adelina que tenta “incentivá-lo” de todas as maneiras. Em Milão, Anna (Sophia Loren) dirige um Rolls Royce e está aborrecida ao lado de seu amante (Marcello Mastroianni). O casal discute e troca palavras hilariantes passando por uma série de contra-tempos engraçados. Mara (Sophia Loren) é uma garota de programa cujo encontro com o “ansioso” Augusto (Marcello Mastroianni) a todo instante é “interrompido” pelo vizinho, um seminarista cujo compromisso com a castidade está estremecido desde o momento em que a conheceu.

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