10 Filmes Antropofágicos que você precisa conhecer

Por Fernando Boechat

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No início do século XX, alguns movimentos artísticos de vanguarda começaram a denunciar a hipocrisia da sociedade burguesa, a moral cristã, a razão e as instituições de uma forma geral. É nesse clima anárquico que o primitivismo passa a ser apreciado como um contraponto às etiquetas e formalidades adotadas no cotidiano do homem ocidental. A figura de tribos africanas e latino-americanas é ressignificada. Agora imbuída de valores positivos e utópicos, dando vazão aos instintos sem freios morais que lhe aprisionem.

Esteticamente a antropofagia na Europa não parece ser um projeto, assim como foi no Brasil (no início do Modernismo e principalmente na virada Antropofágica realizada pela vanguarda), mas um resgate de valores que pretendiam chocar e mostrar que os verdadeiros selvagens eram os próprios ocidentais civilizados que, em nome da civilização, propagaram a guerra e o genocídio de diversos outros povos.

Falar em antropofagia é também discorrer sobre a liberdade de associações e a possibilidade de uma vida autônoma, original e não dogmática. Buscar naquilo que é desvalorizado e encontrar seu valor e transformar em símbolo de luta. Em outras palavras, transformar o tabu em totem.

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Filmes Antropofágicos

 

O Cozinheiro, o Ladrão, Sua Mulher e o Amante (1989)

Um criminoso rude e violento, que visita diariamente o restaurante que ajuda a bancar de seu chef favorito, com sua mulher Georgina a qual, acostumada às grosserias e bizarrices de seu marido, arruma um sofisticado colecionador de livros como amante, e se encontram às escondidas nas idas e vindas no restaurante, com o cozinheiro acobertando o caso.

Direção: Peter Greenaway
O Homem de Palha (1973)

Direção: Robin Hardy

Uma jovem garota desaparece misteriosamente. Investigando, o Sargento Howie (Edward Woodward), viaja para uma remota ilha escocesa onde conhece o estranho Lord Summerisle (Christopher Lee) um líder religioso da pequena comunidade que realiza bizarros rituais pagãos.
Holocausto Canibal (1980)

Direção: Ruggero Deodato

Professor da Universidade de Nova York vai atrás de uns documentaristas perdidos, quando esses saíram para filmar na Amazônia. Lá chegando, ele descobre os horrores que eles passaram nas mãos de canibais.
Liza (1972)

Direção: Marco Ferreri

Giorgio (Mastroianni) vive com seu cão, Melampo, isolado do mundo, em uma ilha mediterrânea que fora, na II Guerra, base aérea dos alemães. A inusitada e acidental chegada de Liza (Deneuve) na ilha quebra sua rotina. Liza afeiçoa-se de Giorgio, e desiste de ir embora. Porém, quando Melampo morre, Liza pouco a pouco vai substituindo o companheiro de Giorgio. E quando ele lhe coloca uma coleira, o surrealismo da relação dos dois está apenas começando.
Os Demônios (1971)

Direção: Ken Russell

Durante o violento regime católico que tomava conta da França no século XVII, um convento de freiras sexualmente reprimidas torna-se o centro de uma disputa pelo poder entre o Cardeal Richelieu e o sacerdote que dirige a cidade fortificada, em torno da suposta possessão de uma madre-superiora cujas fantasias com o proeminente sacerdote resultam num dos mais sangrentos episódios da época.
A Colméia (1969)

Direção: Carlos Saura

Um casal tem uma vida boa e tranquila, resultado de seu trabalho e investimentos. Sem razão aparente, eles se isolam em sua casa e deixam de ter qualquer contato com o mundo exterior. Começam, então, a colocar em cheque a sanidade e a vida conjugal dos dois.
Diabo no Corpo (1986)

Direção: Marco Bellocchio

Giulia (Maruschka Detmers), filha de uma autoridade assassinada pelo terrorismo, vive à beira da perturbação psíquica total. Namorada de Pulcini (Riccardo de Torrebruna), terrorista que aguarda julgamento, ela inicia um louco relacionamento sentimental com Andrea (Federico Pitzalis), jovem estudante apaixonado por ela. Apesar da instabilidade de Giulia, o amor dos dois é profundo e forte, rompendo todas as barreiras.
Esse Obscuro Objeto do Desejo (1977)

Direção: Luis Buñuel

Após entrar em um trem, homem joga um balde d’água em uma bela moça que estava parada na plataforma. Surpresos, os outros passageiros desejam saber o que o levou a agir de tal maneira. É quando ele, Mathieu (Fernando Rey), começa a relatar a todos, desde o início, sua obsessão por Conchita (Carole Bouquet e Angela Molina – sim, a personagem é interpretada por duas mulheres diferentes), uma virgem de 18 anos que começara a manipular seu desejo carnal em um verdadeiro jogo de gato e rato. Essa obra-prima viria a ser o último filme da carreira do gênio espanhol Luis Buñuel.
O Desprezo (1963)

Direção: Jean-Luc Godard

Paul Javal é um roteirista que vai a Roma para trabalhar em uma adaptação da obra A Odisséia, que contará com a direção do cineasta alemão Fritz Lang. Enquanto decide os últimos detalhes para aceitar o trabalho, sua relação com a esposa, Camille, começa a desabar, em um jogo de paixão, ciúmes e desprezo.
O Abraço da Serpente (2015)

Direção: Ciro Guerra

O primeiro encontro e a primeira traição entre Karamakate, um xamã amazônico que é o último sobrevivente de sua tribo, e dois cientistas que – com quarenta anos de diferença – percorrem o rio Amazonas atrás de uma planta sagrada que possa curá-los. Baseado em diários dos primeiros exploradores a estarem na Amazônia Colombiana.

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