15 Filmes que Buscam a Identidade Nacional Brasileira

Por Philippe Leão

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O papel do museu na formação da identidade nacional passa, em especial, pela representação artística e pelas narrativas que nestas estão inseridas. O Cinema, por sua vez, é também instrumento de formação de identidade. Pensando nisso, o Cineplot organizou uma lista de filmes que buscam uma possível identidade nacional brasileira, cada vez mais perdida em meio a projeções pseudo-nacionalistas e conservadorismo entreguista.

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Deus e o Diabo na Terra do Sol

Direção: Glauber Rocha

Manuel (Geraldo Del Rey) é um vaqueiro que se revolta contra a exploração imposta pelo coronel Moraes (Mílton Roda) e acaba matando-o numa briga. Ele passa a ser perseguido por jagunços, o que faz com que fuja com sua esposa Rosa (Yoná Magalhães). O casal se junta aos seguidores do beato Sebastião (Lídio Silva), que promete o fim do sofrimento através do retorno a um catolicismo místico e ritual. Porém ao presenciar a morte de uma criança Rosa mata o beato. Simultaneamente Antônio das Mortes (Maurício do Valle), um matador de aluguel a serviço da Igreja Católica e dos latifundiários da região, extermina os seguidores do beato.

 

Copacabana Mon Amour

Direção: Rogério Sganzerla

Sônia Silk circula por Copacabana, no Rio de Janeiro, com o grande sonho de ser cantora da Rádio Nacional. Ela é irmã de Vidimar, empregado apaixonado pelo patrão, o Dr. Grilo. Sônia Silk vê espíritos baixarem em seres e objetos e procura o pai-de-santo Joãozinho da Goméia para livrá-la desta aflição.

 

O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro

Direção: Glauber Rocha

Numa cidadezinha chamada Jardim das Piranhas aparece um cangaceiro que se apresenta como a reencarnação de Lampião. Seu nome é Coirana. Anos depois de ter matado Corisco, Antônio das Mortes (personagem de Deus e o Diabo na Terra do Sol) vai à cidade para ver o cangaceiro. É o encontro dos mitos, o início do duelo entre o dragão da maldade contra o santo guerreiro. Outros personagens vão povoar o mundo de Antônio das Mortes. Entre eles, um professor desiludido e sem esperanças; um coronel com delírios de grandeza, um delegado com ambições políticas; e uma linda mulher, Laura, vivendo uma trágica solidão.

 

Bye Bye Brasil

Direção: Cacá Diegues

Salomé (Betty Faria), Lorde Cigano (José Wilker) e Andorinha são três artistas ambulantes que cruzam o país juntamente com a Caravana Rolidei, fazendo espetáculos para o setor mais humilde da população brasileira e que ainda não tem acesso à televisão. A eles se juntam o sanfoneiro Ciço (Fábio Junior) e sua esposa, Dasdô (Zaira Zambelli), com os quais a Caravana cruza a Amazônia até chegar a Brasília.

 

Orfeu do Carnaval

Direção: Marcel Camus

No Carnaval Orfeu (Breno Mello), condutor de bonde e sambista que morra no morro, se apaixona por Eurídice (Marpessa Dawn), uma jovem do interior que vem para o Rio de Janeiro fugindo de um estranho fantasiado de Morte (Ademar da Silva). Mas o amor de Orfeu por Eurídice irá despertar o ciúme de sua ex-noiva, Mira (Lourdes de Oliveira).

 

Rio 40 Graus

Direção: Nelson Pereira dos Santos

O filme é um semi-documentário sobre pessoas do Rio de Janeiro e acompanha um dia na vida de cinco garotos de uma favela que, num domingo tipicamente carioca e de sol escaldante, vendem amendoim em Copacabana, no Pão de Açúcar e no Maracanã.

É considerada a obra inspiradora do cinema novo, movimento estético e cultural que pretendia mostrar a realidade brasileira. O filme foi censurado pelos militares, que o consideraram uma grande mentira. Segundo o censor e chefe de polícia da época, “a média da temperatura do Rio nunca passou dos 39,6º C”.

 

Quanto Vale ou é por Quilo?

Direção: Sergio Bianchi

Uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que forma uma solidariedade de fachada. No século XVII um capitão-do-mato captura um escrava fugitiva, que está grávida. Após entregá-la ao seu dono e receber sua recompensa, a escrava aborta o filho que espera. Nos dias atuais uma ONG implanta o projeto Informática na Periferia em uma comunidade carente. Arminda, que trabalha no projeto, descobre que os computadores comprados foram superfaturados e, por causa disto, precisa agora ser eliminada. Candinho, um jovem desempregado cuja esposa está grávida, torna-se matador de aluguel para conseguir dinheiro para sobreviver.

 

Vidas Secas

Direção: Nelson Pereira dos Santos

Baseado na obra de Graciliano Ramos, mostra a saga da família retirante pressionada pela seca no sertão brasileiro. Fabiano, Sinhá Vitória, o filho mais velho e o mais novo, além da cachorra Baleia, atravessam o sertão tentando sobreviver.

 

Macunaíma

Direção: Joaquim Pedro Andrade

Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de preto, virou branco. Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos.

 

Ganga Zumba

Direção: Cacá Diegues

No início do século XVI, alguns negros fugiram dos senhores portugueses e fundaram aldeias negras, como o Quilombo dos Palmares, o mais famoso. Ganga Zumba, tio do Rei dos Palmares, Zumbi, nasceu na senzala e vai tomando contato com a história das lutas e dos problemas de seu povo, ao fugir do cativeiro e tornar-se líder do Quilombo dos Palmares.

 

 

Cabra Marcado para Morrer

Direção: Eduardo Coutinho

O filme é uma narrativa semidocumental da vida de João Pedro Teixeira, um líder camponês da Paraíba, assassinado em 1962. Foi interrompido em 1964, em razão do golpe militar e recomeçado 17 anos depois. Foram reunidos os mesmos técnicos, locais e personagens reais para contar a sua história.
Conta a história das Ligas camponesas de Galiléia e de Sapé e a vida de João Pedro através das palavras de sua viúva, Elizabeth Teixeira, que conta sobre a sua vida nesses vinte anos, assim como a de seus filhos, separados dela desde dezembro de 1964.

 

O Pagador de Promessas

Direção: Anselmo Duarte

Zé do Burro (Leonardo Villar) e sua mulher Rosa (Glória Menezes) vivem em uma pequena propriedade a 42 quilômetros de Salvador. Um dia, o burro de estimação de Zé é atingido por um raio e ele acaba indo a um terreiro de candomblé, onde faz uma promessa a Santa Bárbara para salvar o animal. Com o restabelecimento do bicho, Zé põe-se a cumprir a promessa e doa metade de seu sítio, para depois começar uma caminhada rumo a Salvador, carregando nas costas uma imensa cruz de madeira. Mas a via crucis de Zé ainda se torna mais angustiante ao ver sua mulher se engraçar com o cafetão(Geraldo Del Rey) e ao encontrar a resistência ferrenha do padre Olavo (Dionísio Azevedo) a negar-lhe a entrada em sua igreja, pela razão de Zé haver feito sua promessa em um terreiro de macumba.

 

Os Deuses e os Mortos

Direção: Ruy Guerra

Sul da Bahia, década de 30. Um homem sem nome e sem passado, sete vezes baleado, intromete-se na luta entre dois clãs de grandes coronéis pela posse da terra e do cacau. É uma luta de interesses econômicos, de produtores e exportadores. Nesse clima tropical dos cacauais e bananais, cresce uma corrida-do-ouro que atrai aventureiros, jagunços, sertanejos fugitivos do sertão, prostitutas, jogadores, circos e ilusões. Os mortos se mostram e se escondem. É uma cultura sanguinária, cruel, fascinante, de ouro, de homens, de deuses e de mortos.

 

Tristeza do Jeca

 

Direção: Amácio Mazzaropi

Dois políticos disputam a eleição e no vale-tudo, para angariar votos, tentam enganar os eleitores, simples pessoas do campo, usando o Jeca como cabo eleitoral. O problema é que o Jeca acaba fazendo campanha para os dois e as trapalhadas começam a acontecer resultando em divertidas confusões. primeiro filme colorido de Mazzaropi. Um sucesso enorme de público.

 

Como Era Gostoso o Meu Francês

Direção: Nelson Pereira dos Santos

No Brasil de 1594, um aventureiro francês prisioneiro dos Tupinambás escapa da morte graças aos seus conhecimentos de artilharia. Segundo a cultura Tupinambás, é preciso devorar o inimigo para adquirir todos os seus poderes, no caso saber utilizar a pólvora e os canhões. Enquanto aguarda ser executado, o francês aprende os hábitos dos Tupinambás e se une a uma índia e através dela toma conhecimento de um tesouro enterrado e decide fugir. A índia se recusa a segui-lo e após a batalha com a tribo inimiga, o chefe Cunhambebe marca a data da execução: o ritual antropofágico será parte das comemorações pela vitória.

 

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2 comentários em “15 Filmes que Buscam a Identidade Nacional Brasileira

  • 15 de janeiro de 2017 em 06:36
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    Lista excelente. Observo que: (1) nenhum dos filmes foi feito após os anos 90, indicando, talvez, que o cinema nacional despreocupou-se com o tema e (2) esses filmes não teriam apelo junto aos jovens de hoje.

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    • 17 de janeiro de 2017 em 18:14
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      *’Quanto vale ou é por quilo’ é de 2005

      Resposta

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