12 Filmes Inspirados no Pensamento de Erasmo de Roterdã e o Elogio da Loucura

Por Philippe Leão

 

Twitter: @Cineplotoficial
Instagram: @Cineplotoficial
Facebook: www.facebook.com/cineplot

É importante, mesmo que já esteja implícito, que se diga: Os realizadores dos filmes não necessariamente leram o autor em questão, mas neles é possível perceber seus pensamentos.

 

Pensador do renascimento, Erasmo de Roterdã teria sido a figura mais influente de seu período. Figuras como Leonardo da Vinci, Michelangelo e outros também tinham importância considerável, mas apenas a ação do tempo o fizeram mais reconhecidos que Erasmo.

Discutiremos aqui sua obra mais conhecida. Lembrada por Foucault em A História do Loucura, O Elogio da Loucura é escrito em primeira pessoa, pela própria loucura.

Segundo Foucault, no período do Renascimento, o qual Erasmo se insere, a loucura é vista como uma outra Razão, uma Razão que revela as loucuras de sua época. É considerada, antes de tudo, um saber, esotérico, que manifesta a realidade de outro mundo. Através dela, nos entregaríamos ao homem essencial.

“Toda loucura tem sua razão que a julga e controla, e toda razão sua loucura na qual ela encontra sua verdade irrisória”

– A História da Loucura 

A loucura louca é a loucura sábia. Assim Erasmo contestará uma série de grupos, cegos por sua sabedoria.

Antes da nossa lista, da uma conferida no nosso canal!

 

 

Filmes Inspirados no Pensamento de Erasmo de Roterdã e o Elogio da Loucura

 

 

A Palavra

A Palavra

Direção: Carl Theodor Dryer
Ano: 1955
País: Dinamarca
Nome Original: Ordet

Uma família de fazendeiros, unida por fortes laços emocionais, passa por momentos de tensões provocados por pequenas desavenças. Sua rotina, após retorno de um dos filhos do patriarca, é modificada pela sua aparente loucura, que tudo indica, deriva de um estudo radical teosófico, que o fez acreditar ser Jesus Cristo. Nem todos aceitam que Johannes Borgen seja demente e fanático. E essa situação estará à prova, depois que um ente querido fica doente. Adaptação da peça teatral de Kaj Munk, pastor e dramaturgo, muito conhecido nos países escandinavos, que foi assassinado pelos nazistas. A Palavra é considerado uma obra-prima dentre os filmes que exploram o poder da fé, do amor e do sobrenatural. Isso se deve a maneira “realista” e “naturalista” que enfoca o tema. Ovacionado no Festival de Veneza, com o Leão de Ouro em 1955, é considerado um dos mais belos filmes em preto-em-branco já produzidos. É possível que este filme não influencie a nossa crença religiosa, mas, por meio dele, presenciemos um dos momentos mais marcantes da história da sétima arte.

 

A Espada da Maldição

 

Espada da Maldição

Direção: Kihachi Okamoto
País: Japão
Ano: 1971
Nome original: Dai-bosatsu tôge

Sem compaixão e em busca de sua glória pessoal, um samurai vaga pelas aldeias espalhando morte, sangue e desprezo, até que é desafiado por um guerreiro tão hábil quanto ele.

 

Crepúsculo dos Deuses

 

Crepúsculo dos Deuses

Direção: Billy Wilder
País: EUA
Ano: 1950
Nome original: Sunset Blvd.

No início um crime é cometido e uma voz em off começa a narrar que tudo começou quando Joe Gillis (William Holden), um roteirista fugindo de representantes de uma financeira que tentava recuperar o carro por falta de pagamento e se refugia em uma decadente mansão, cuja proprietária, Norma Desmond (Gloria Swanson), era uma estrela do cinema mudo. Quando Norma tem conhecimento que Joe é roteirista, contrata-o para revisar o roteiro de Salomé, que marcaria o seu retorno às telas. O roteiro era insuportável, mas o pagamento era bom e ele não tinha o que fazer. No entanto, o que o destino lhe reservava não seria nada agradável.

Continue na próxima página!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *