12 Filmes Inspirados no Pensamento de Erasmo de Roterdã e o Elogio da Loucura

Por Philippe Leão

 

Pensador do renascimento, Erasmo de Roterdã teria sido a figura mais influente de seu período. Figuras como Leonardo da Vinci, Michelangelo e outros também tinham importância considerável, mas apenas a ação do tempo o fizeram mais reconhecidos que Erasmo.

Discutiremos aqui sua obra mais conhecida. Lembrada por Foucault em A História do Loucura, O Elogio da Loucura é escrito em primeira pessoa, pela própria loucura.

Segundo Foucault, no período do Renascimento, o qual Erasmo se insere, a loucura é vista como uma outra Razão, uma Razão que revela as loucuras de sua época. É considerada, antes de tudo, um saber, esotérico, que manifesta a realidade de outro mundo. Através dela, nos entregaríamos ao homem essencial.

“Toda loucura tem sua razão que a julga e controla, e toda razão sua loucura na qual ela encontra sua verdade irrisória”

– A História da Loucura 

A loucura louca é a loucura sábia. Assim Erasmo contestará uma série de grupos, cegos por sua sabedoria.

 

 

 

A Palavra

A Palavra

Direção: Carl Theodor Dryer
Ano: 1955
País: Dinamarca
Nome Original: Ordet

Uma família de fazendeiros, unida por fortes laços emocionais, passa por momentos de tensões provocados por pequenas desavenças. Sua rotina, após retorno de um dos filhos do patriarca, é modificada pela sua aparente loucura, que tudo indica, deriva de um estudo radical teosófico, que o fez acreditar ser Jesus Cristo. Nem todos aceitam que Johannes Borgen seja demente e fanático. E essa situação estará à prova, depois que um ente querido fica doente. Adaptação da peça teatral de Kaj Munk, pastor e dramaturgo, muito conhecido nos países escandinavos, que foi assassinado pelos nazistas. A Palavra é considerado uma obra-prima dentre os filmes que exploram o poder da fé, do amor e do sobrenatural. Isso se deve a maneira “realista” e “naturalista” que enfoca o tema. Ovacionado no Festival de Veneza, com o Leão de Ouro em 1955, é considerado um dos mais belos filmes em preto-em-branco já produzidos. É possível que este filme não influencie a nossa crença religiosa, mas, por meio dele, presenciemos um dos momentos mais marcantes da história da sétima arte.

 

A Espada da Maldição

 

Espada da Maldição

Direção: Kihachi Okamoto
País: Japão
Ano: 1971
Nome original: Dai-bosatsu tôge

Sem compaixão e em busca de sua glória pessoal, um samurai vaga pelas aldeias espalhando morte, sangue e desprezo, até que é desafiado por um guerreiro tão hábil quanto ele.

 

Crepúsculo dos Deuses

 

Crepúsculo dos Deuses

Direção: Billy Wilder
País: EUA
Ano: 1950
Nome original: Sunset Blvd.

No início um crime é cometido e uma voz em off começa a narrar que tudo começou quando Joe Gillis (William Holden), um roteirista fugindo de representantes de uma financeira que tentava recuperar o carro por falta de pagamento e se refugia em uma decadente mansão, cuja proprietária, Norma Desmond (Gloria Swanson), era uma estrela do cinema mudo. Quando Norma tem conhecimento que Joe é roteirista, contrata-o para revisar o roteiro de Salomé, que marcaria o seu retorno às telas. O roteiro era insuportável, mas o pagamento era bom e ele não tinha o que fazer. No entanto, o que o destino lhe reservava não seria nada agradável.

 

 

O Triunfo da Vontade

 

O Triunfo da Vontade

Direção: Leni Riefenstahl
País: Alemanha
Ano: 1935
Nome original: Triumph des Willens

O congresso Nacional-Socialista alemão de 1934 é documentado de maneira impressionante pela cineasta Leni Riefenstahl. No início, um bimotor desce dos céus, Adolf Hitler sai sorridente e é ovacionado pela multidão. Tudo é gigantesco: são paradas, desfiles monumentais e discursos para um público em total catarse. Um espetáculo cinematográfico hipnótico e terrificante que retrata, com imagens fortes, toda a pompa (e a barbárie) do regime nazista.

 

O Baile dos Bombeiros

 

O Baile dos Bombeiros

Direção: Milos Forman
País: Tchecoslováquia
Ano: 1967
Nome original: Horí, má panenko

Sátira política da então Tchecoslováquia nos tempos da Cortina de Ferro. Em uma pequena cidade, o Corpo de Bombeiros organiza uma grande festa para comemorar os 86 anos do ex-chefe do departamento. Um ladrão e as candidatas nada atraentes do “Miss Corpo de Bombeiros” mudam os rumos da celebração.

 

Lawrence da Arábia

 

Lawrence da Arabia

Direção: David Lean
País: Reino Unido
Ano: 1962
Nome original: Lawrence of Arabia

Em 1916, em plena I Guerra Mundial, o jovem tenente do exército britânico estacionado no Cairo pede transferência para a península arábica, onde vem a ser oficial de ligação entre os rebeldes árabes e o exercito britânico, aliados contra os turcos, que desejavam anexar ao seu Império Otomano a península arábica. Lawrence, admirador confesso do deserto e do estilo de vida beduíno, oferece-se para ajudar os árabes a se libertarem dos turcos.

 

Trono Manchado de Sangue

 

Trono manchado de Sangue

Direção: Akira Kurosawa
País: Japão
Ano: 1957
Nome original: Kumonosu Jo

No Japão do século XVI, os samurais Washizu e Miki encontram uma feiticeira na volta para casa depois de vencerem uma batalha. Ela prevê que Washizu será o Senhor do Castelo do Norte. Esse é o início de uma sangrenta luta pelo poder. Adaptação da peça “Macbeth”, de Shakespeare.

 

Amadeus

 

Amadeus

Direção: Milos Forman
País: EUA
Ano: 1984
Nome original: Amadeus

Amadeus é uma adaptação da peça sobre a vida de Mozart, o gênio da música. A história foca em Salieri, músico contemporâneo de Mozart que, ao mesmo tempo em que admira e inveja o talento do compositor, o despreza por seu comportamento grosseiro. Salieri se pergunta por que Deus deu tamanho talento a alguém tão vulgar, enquanto ele, esforçado e devoto, está tão aquém de tal genialidade. A inveja torna Salieri um rival, disposto a usar sua influência na corte de Viena para sabotar Mozart.

 

 

Simão do Deserto

 

Simão do Deserto

Direção: Luis Buñuel
País:  México
Ano: 1965
Nome original: Simón del Desierto

O roteiro deste filme baseia-se na história de Simão Stilites que, dizem, viveu 37 anos no topo de uma coluna pregando a cristandade, até sua morte em 459 A.C..
Luiz Buñuel usa a história para um ataque divertido e cínico contra a religião e o fanatismo. Assim, o personagem central do filme, Simão, é um fanático religioso que passa sua vida no alto de sua coluna, no meio do deserto, rezando, pregando pela salvação, abençoando os peregrinos e ditando regras de conduta. O demônio, disfarçado, tenta seduzi-lo o tempo todo…

 

Relatos Selvagens

 

Relatos Selvagens

Direção: Damián Szifron
País: Argentina
Ano: 2014
Nome original: Relatos Salvajes

relatos-selvagens

Diante de uma realidade crua e imprevisível, os personagens deste filme caminham sobre a linha tênue que separa a civilização da barbárie. São seis episódios com pessoas vivendo situações-limite e respondendo violenta e inesperadamente a elas: uma traição amorosa, o retorno do passado, uma tragédia ou mesmo a violência de um pequeno detalhe cotidiano são capazes de empurrar estes personagens para um lugar fora de controle.

 

Lanternas Vermelhas

 

Lanternas Vermelhas

Direção: Zhang Yimou
País: China
Ano: 1991
Nome original: Da Hong Deng Long Gao Gao Gua

China, ano 1920. Com a morte do pai e o conseqüente empobrecimento da família, Songlian, uma jovem universitária é pressionada pela madrasta a se casar e se torna a quarta esposa de um homem rico e poderoso que ela nem sequer conhece. De repente, ela se vê sozinha em uma casa onde as tradições seculares são seguidas como uma lei por seu marido e todos que a habitam. Uma das mais importantes regras é a das lanternas vermelhas. A esposa escolhida pelo senhor da casa para passar a noite tem as lanternas de sua casa acesas e recebe um tratamento privilegiado por toda a criadagem.

 

Dr Fantástico

 

Dr Fantastico

Direção: Stanley Kubrick
País: Reino Unido
Ano: 1964
Nome original: Dr. Strangelove or How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb

As possíveis conseqüências caso um anticomunista e louco general americano (Sterling Heyden) desse a ordem de bombardear a União Soviética com o objetivo de ficar livre dos “vermelhos”, sem se dar conta de que este ato seria provavelmente o início da Terceira Guerra Mundial.

 

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