15 Filmes sobre a Filosofia de Martin Heidegger

Por Philippe Leão

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É importante, mesmo que já esteja implícito, que se diga: Os realizadores dos filmes não necessariamente leram o autor em questão, mas neles é possível perceber seus pensamentos.

Há no filosofo alemão Martin Heidegger uma complexidade que, muitas vezes, o faz ser mal compreendido, sendo associado inclusive ao nazismo. Contudo, ao contrário, o filosofo de muitas influências orientais capta uma mensagem anti-guerra a todo instante. O pensamento de Heidegger assume uma crítica a modernidade e a filosofia de seu tempo, mais, diz ser seu tempo e os que estão por vir os da ciência e, portanto, da técnica. Dessa forma, sendo a ciência o imperativo da modernidade, tendo como filosofia desse tempo a metafísica, a qual o pensador irá criticar.

Para Heidegger, a metafísica da modernidade é especial, fundamentada na ciência e na técnica, a qual o pensador chamará de metafísica da subjetividade. Como o nome já diz, a metafísica da modernidade liga ao sujeito sua ideia metafísica, na subjetividade. Por sua vez, ao falar de sujeito, logo a relação deste com o objeto, uma vez estamos no tempo da técnica. Pensando nisso Heidegger completa que estaríamos não apenas no tempo da metafísica da subjetividade, mas também do Humanismo. Dessa forma, todas as coisas são voltadas ao sujeito e portando ao homem, assim sendo, tudo é manipulado e manipulável uma vez a técnica sendo o cerne moderno. Tudo é feito para o homem e ele manipula tudo, essa é a questão moderna. Contudo, sendo o homem pertencente a esse todo, este também torna-se objeto, passível a manipulação, gerando um processo de manipulação entre iguais, o homem passa a manipular os seus.

A modernidade teria se resumido a objetificação, a medida que tudo se torna manipulável. A manipulação ao seu limite banaliza, tudo se coisifica. Dessa forma a técnica é a grande chave da modernidade, já que através dela coisificamos, tornamo-nos objetos. E no limite da técnica há a banalidade da violência, a interpretação da guerra como algo corriqueiro, natural. Eis esse o momento que o humanismo veste sua máscara mais obscura. Na base primordial da violência está a metafísica da subjetividade que sustenta a manipulação da técnica em seu limite.

Para Heidegger, naquilo que não implica aos olhos e ao manipulável, naquilo que emerge dos fenômenos estão as experiências originárias. O filosofo, obviamente e portanto, é crítico da modernidade e seus pensadores: Os Iluministas, Descartes, Marx outros.

Sendo a violência e a guerra tema central da obra de Heidegger, uma vez que viveu em um momento conturbado, o século sangrento – que inclusive será mentor de Hannah Arendt, importante filosofa que discutirá a violência – a angustia e a morte também o serão.

Segundo Heidegger, a morte é a possibilidade incondicionada que se diz respeito ao próprio ser do homem, pois pertence ao homem enquanto individualmente isolado. Portanto, a morte não é uma conclusão, o fim da existência, caso o contrário estaríamos mortos. O homem tenta, a todo instante, fugir da morte através de ações corriqueiras, mas é através dela que podemos viver. A presença da morte é sentida pelo homem através da angustia, sentimento exclusivo da humanidade uma vez que só ele tem a percepção do que é a morte. Sendo assim, o pensador dirá ser a angústia a essência do ser.

Martin Heidegger, dirá que todas as nossas verdades e valores são uma construção histórica milenar. Portanto, falar de verdade nada mais é que reproduzir um raciocínio sedimentado ao longo dos tempos, nos confinando a esses valores que a nós são entregues. Porém, quando enfrentamos a angústia atingimos nossa plenitude, ao percebermos que somos feitos para a morte. obtemos nossa liberdade. Momento em que reorganizamos todos os nossos valores de maneira única e singular, transformando àqueles que recebemos de maneira passiva em valores próprios. Resumindo, quando encontramo-nos com a morte, aprendemos a viver.

Segue alguns filmes escolhidos pelo Cineplot para retratar a filosofia do filosofo fenomenológico alemão Martin Heidegger.

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Filmes sobre a Filosofia de Martin Heidegger

Vá e Veja

Vá e Veja

Direção: Elem Klimov
País: Rússia

Impressionante e rigoroso filme russo. Um dos mais importantes dos últimos tempos. Vá e Veja é uma experiência de dor e perda. Considerado selvagem e lírico, o filme narra a trajetória de Florya, um jovem separado de seus comandantes durante a Segunda Guerra Mundial.

Cléo das 5 as 7

Cleo das 5 as 7

Direção: Agnes Varda
País: França

Agnès Varda, uma visionária da “new wave” francesa, capturou a atmosfera de Paris dos anos 60, mostrando os questionamentos de uma mulher solteira enquanto espera o resultado de uma biopsia. Uma crônica de duas horas cruciais na vida de uma mulher. Cléo das 5 as 7, mostra uma mistura profunda de realidade com sofrimento.
Com trilha sonora de Michel Legrand (Guarda-chuvas de Cherbourg), uma obra prima fantástica que inspirou Legrand, Jean-Luc Godard e Anna Karina

O Setimo Selo

 

Direção: Ingmar Bergman
País: Suécia

Após dez anos, um cavaleiro (Max Von Sydow) retorna das Cruzadas e encontra o país devastado pela peste negra. Sua fé em Deus é sensivelmente abalada e enquanto reflete sobre o significado da vida, a Morte (Bengt Ekerot) surge à sua frente querendo levá-lo, pois chegou sua hora. Objetivando ganhar tempo, convida-a para um jogo de xadrez que decidirá se ele parte com a Morte ou não. Tudo depende da sua vitória no jogo e a Morte concorda com o desafio, já que não perde nunca.

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2 comentários em “15 Filmes sobre a Filosofia de Martin Heidegger

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