8 Filmes de Kim Ki Duk que Você Precisa Assistir

Por Philippe Leão

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O Cineasta do silêncio, como é conhecido o diretor Kim Ki Duk, é um dos mais conhecidos representantes da vanguarda cinematográfica desse país. Provem de uma família de classe operária e não recebeu formação técnica como cineasta, começando sua carreira a uma idade relativamente tardia de 33 anos como roteirista e diretor. Autor de uma dezena de obras às vezes altamente experimentais, é sensível o ritmo pausado de seu cinema, o forte conteúdo visual muitas vezes sangrento, o parcimonioso uso do diálogo e a ênfase em elementos criminais ou marginais da sociedade. Este último reflete a posição de Kim dentro da sociedade sul-coreana em general, e o âmbito fílmico em particular.
 

Primavera, Verão, Outono, Inverno e… Primavera
 
Ninguém é indiferente ao poder das quatro estações e de seu
ciclo anual de nascimento, crescimento e declínio. Nem mesmo os dois monges que
compartilham a solidão, em um lago rodeado por montanhas. Assim como as
estações, cada aspecto de suas vidas é introduzido com uma intensidade que
conduz ambos a uma grande espiritualidade e a tragédia. Eles também estão
impossibilitados de escapar da roda da vida, dos desejos, sofrimentos e paixões
que cercam cada um de nós. Sobre os olhos atentos do velho monge vemos a experiência
da perda da inocência do jovem monge, o despertar para o amor quando uma mulher
entra em sua vida, o poder letal do ciúme e da obsessão, o preço do perdão, o
esclarecimento das experiências. Assim como as estações vão continuar mudando
até o final dos tempos, na indecisão entre o agora e o eterno, a solidão será
sempre uma casa para o espírito.
– A Ilha
 
Depois de perder a inocência, uma mulher deixa de falar.
Como um pássaro em uma gaiola, vive numa ilha num sítio remoto onde dá bebidas
aos pescadores e os consola nas horas de aborrecimento. A chegada à ilha de um
pescador com vontade de se suicidar vai quebrar-lhe a rotina. Apesar de o ter
salvado da morte e de ser a sua amante, a mulher não consegue prendê-lo à sua
realidade.
– O Arco
 
Um homem de 60 anos criou uma menina desde que ela era um
bebê em seu barco de pesca. O trato é que eles se casariam quando ela
completasse 17 anos, e falta apenas um ano para isso. Eles vivem uma existência
tranqüila e reclusa, rezando e alugando o barco para pescadores, até que suas
vidas são alteradas com o embarque de um estudante adolescente.
– Casa
Vazia
 
Um jovem vagabundo invade a casa de estranhos e mora nelas
enquanto os donos estão fora. Para pagar a estadia ele realiza pequenos
consertos ou faz limpeza na casa. Ele costuma ficar um ou dois dias em cada lugar,
trocando de casa constantemente. Até que um dia encontra uma bela mulher em uma
mansão, que assim como ele também está tentando escapar da vida que leva.
– Time
 
Seh-Hee (Park Ji-Yeon) e Ji-Woo (Ha Jung-Woo) são namorados
de longa data. Eles estão apaixonados, mas Seh-Hee tem uma crise de ciúmes
quando seu namorado se sente atraído por outra mulher. Ela está convencida de
que Ji-Woo perderá o interesse no relacionamento à medida que o tempo for
passando. Para prevenir o rompimento, Seh-Hee decide passar secretamente por
uma cirurgia plástica, de modo que ela se torne uma ?nova mulher? para o
namorado. Certo dia ela desaparece do mapa, deixando Ji-Woo magoado. Com o tempo,
porém, ele vai se esquecendo de Seh-Hee e termina por se apaixonar por uma
mulher misteriosa, que guarda um segredo que mudará suas vidas.
– Pietá
 
Kang-do trabalha cobrando empréstimos devidos a agiotas.
Sem família, ele vive um cotidiano brutal e solitário, empregando métodos
violentos para extorquir suas vítimas. Tudo muda quando ele é abordado por uma
mulher que afirma ser sua mãe.
– Moebius
 
O provocador Kim Ki-duk volta com uma conturbada crônica
familiar, uma mistura de thriller psicológico, comédia grotesca e uma perversa
ode ao sadomasoquismo. Nesta metáfora sobre a obsessão contemporânea com a
própria sexualidade, conduzida por personagens sem nomes e narrada sem auxílio
de diálogos, o diretor coreano acompanha a briga entre um casal que, observado
pelo filho adolescente, discute sobre a infidelidade do marido. O conflito se
desdobra em uma cadeia de eventos violentos, culminando em um epilogo dramático
de destruição.

Samaritana
 
Yoe-Jin é uma jovem adolescente que ainda vive com o seu
pai, viúvo. A sua melhor amiga, Jae-Young, é prostituta. Yeo-Jin ajuda-a
marcando os encontros com os clientes e vigiando a polícia. Juntas mantêm o
sonho de juntar dinheiro e fugir para a Europa. Mas um dia Yeo-Jin comete uma
distracção fatal e Jae-Young é apanhada pela polícia, resultando daí um
acidente com trágicas consequências.

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