Crítica: Viver é Fácil com os Olhos Fechados

Espanha – 2015
Direção: David Trueba.
Elenco: Javier Cámara, Francesc Colomer,
Natalia de Molina.

Em “Viver é fácil com os olhos fechados”,
Antonio é um professor de inglês apaixonado pelos Beatles. Ele utiliza como
material didático as letras da própria banda para ensinar a língua inglesa. Um
dia, para encontrar John Lennon, o professor viaja até Almeria onde o cantor
estava hospedado. No meio do caminho, mais especificamente na estrada, Antonio encontra
com dois jovens desconhecidos, Belén e Juanjo, que embarcam na viagem com ele.

Este filme é um road
movie
bem leve, simpático e simples. Isso pode ser percebido na boa
sequência que se dá entre os planos, de maneira agradável e vagarosamente, ao
lado de alguns momentos engraçados e outros de reflexão, de um roteiro com uma
estrutura correta.
O filme é pouco ousado em sua fotografia – que tem alguns
poucos problemas, como o zoom fechando em close-up
na menina logo no começo -, mas isso é entendível na proposta de leveza que
tem, já que os enquadramentos junto às cores pasteis, conferem um ar de
calmaria, como algumas músicas dos Beatles. Falando em música, a trilha musical
é outro fator que concede simplicidade através de sons e batidas tranquilas de
violão.
As paisagens mostradas durante o trajeto representam a
beleza dos locais, as belezas naturais da Espanha, ao mesmo tempo que concedem
calmaria. Todos os elementos falados acima somados estão em resultados de
simpatia.
No geral, temos um longa-metragem bonito, interessante,
que estabelece uma regularidade boa por toda a sua razoabilidade na maioria dos
recursos, mas é forte em seu elenco que expressa naturalidade e em suas
melodias que atingem com a proposta.
“Viver é Fácil com os Olhos Fechados” não é
melhor tecnicamente que “Pecados Antigos, Longas Sombras”, o qual perdeu o
Goya para o filme analisado neste texto. Para premiações, no entanto,
“Viver” tem mais o estilo de filmes que atingem o público, e foi
escolhido para representar a Espanha no Oscar, ainda mais que homenageia um
ícone da música de língua inglesa, portanto, uma escolha mais política e mais
bonita aos olhos da Academia, não uma escolha pela sua qualidade técnica.
★★★☆☆

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