10 Filmes Políticos que Você Precisa Assistir

Por Philippe Leão

 

Caros seguidores da página e blog do Cineplot, a nova lista que aqui vos trago pode trazer alguma confusão aos que ela irão ler. Ao apresentar uma lista de 10 filmes políticos que vocês precisam assistir, não trata-se de filmes sobre política partidária ou de Estado. Trata-se do ato político. A temática tem proporcionado ao cinema grandes filmes desde o nascimento da arte, confira:
– Metropolis





Direção: Fritz Lang
Ano: 1927
País: Alemanha

O ano é 2026, a população mundial se divide em duas classes: a elite dominante e a classe operaria; esta condenada desde a infância a habitar os subsolos, escravos das monstruosas máquinas que controlam a metrópolis. Quando o filho do criador de Metrópolis se apaixona por Maria, a líder dos operários, tem inicio a mais simbólica luta de classe já registrada pelo cinema.



– Harakiri





Direção: Masaki Kobayashi
Ano: 1962
País: Japão

Por meio de flashbacks, o filme narra a trágica história de um samurai forçado a vender sua espada real para sustentar sua esposa doente e seu filho. É incitado à vingança quando descobre que seu genro cometeu harakiri – forma honrosa para um samurai cometer suicídio – com uma espada de bambu também por falta de dinheiro.

 
– Encouraçado Potemkin





Direção: Sergei Eisenstein
Ano: 1925
País: URSS

Baseado em eventos históricos, o filme conta a história de uma rebelião no Navio de Guerra Potemkin. O que começou como um protesto, gerou uma rebelião depois que foram servidas carnes estragadas aos marujos no jantar. Os marujos erguem a bandeira vermelha e tentam levar a revolução no navio até a sua terra natal, a cidade de Odessa.

 

Purgatório Heróica

Direção: Yoshishige Yoshida
País: Japão
Ano: 1970
Nome Original: Rengoku Eroica

Uma garota se apresenta como filha de um casal: ela dona de casa, ele um misterioso cientista. A suposta filha terminará por seduzir o alegado pai. Antes disso, o cientista será perseguido por vários grupos de extrema esquerda, que atuam talvez para que o Japão sucumbisse ao comunismo. Mas o próprio governo encarcera, prende e tortura o pesquisador, acusando-o de promover a revolução, fato que ele nega.

 
– O Discreto Charme da Burguesia





Direção: Luis Buñuel
Ano: 1972
País: França

Mistura de situações reais da história com os sonhos e devaneios dos personagens. O filme se passa numa tarde onde alguns amigos se encontram para jantar. Crítica às situações e a hipocrisia da vida social burguesa.

 

Eros+Massacre

Direção: Kiju Yoshida
País: Japão
Ano: 1969
Nome Original: Erosu purasu Gyakusatsu

Cinebiografia do anarquista Sakae Osugi (1885-1923), assassinado pela polícia, a partir de seus realacionamentos amorosos. Paralelamente, duas estudantes pesquisam sobre as teorias políticas e as ideias de amor livre que ele defendia.

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– Ladrões de Bicicleta





Direção: Vittorio de Sica
Ano: 1948
País: Itália

A história se passa logo após a Segunda Grande Guerra, com a Itália destruída e o povo passando necessidade. Ricci consegue um emprego após muita espera. Só que esse emprego, de colador cartazes na rua, lhe pedia como obrigação uma bicicleta. Ricci e sua mulher Maria conseguem um dinheiro para uma, possibilitando que ele realize o seu trabalho. Há também o menino Bruno, filho do casal. Fascinado por bicicletas, o menino cai de cabeça com o pai na busca pela bicicleta que lhes foi roubada, quando Ricci trabalhava apenas em seu primeiro dia.

 
– Lawrence da Arábia





Direção: David Lean
Ano: 1963
País: Reino Unido

Em 1916, em plena I Guerra Mundial, o jovem tenente do exército britânico estacionado no Cairo pede transferência para a península arábica, onde vem a ser oficial de ligação entre os rebeldes árabes e o exercito britânico, aliados contra os turcos, que desejavam anexar ao seu Império Otomano a península arábica. Lawrence, admirador confesso do deserto e do estilo de vida beduíno, oferece-se para ajudar os árabes a se libertarem dos turcos.

 
– RAN





Direção: Akira Kurosawa
Ano: 1986
País: Japão

Japão, século XVI. Hidetora (Tatsuya Nakadai), o poderoso chefe do clã dos Ichimonjis, decide dividir em vida seus bens entre seus três filhos: Taro Takatora (Akira Terao), Jiro Masatora (Jinpachi Nezu) e Saburu Naotora (Daisuke Ryu). Com o primeiro fica a chefia do feudo, as terras e a cavalaria. Os outros dois ficam com alguns castelos, terras e o dever de ajudar e obedecer Taro. No entanto, Hidetora exige viver no castelo de alguns deles, manter seus trinta homens, seu título e a condição de grão-senhor, mas Saburu, o predileto, prevendo as desgraças que viriam com tal decisão, se mostra contrário à decisão paterna. Assim é expulso do feudo e acaba sendo acolhido por Nobuhiro Fujimaki (Hitoshi Ueki), que se mostra impressionado com sua decisão de contrariar o pai e casa-o com sua filha. Hidetora vai ao seu castelo, que agora é de Taro, e não é bem recebido, pois seu primogênito é encorajado por Kaede (Mieko Harada), sua mulher, para ter liberdade para tomar decisões e chefiar o feudo. Kaede quer vingar a morte dos pais, que foram mortos por Hidetora em um incêndio, e guarda muito rancor e igual rejeição. Hidetora sente isso quando vai ao castelo de Jiro e assim se vê isolado em seu ex-império e bem próximo da insanidade.

 
– Ensaio de Orquestra





Direção: Federico Fellini
Ano: 1979
País: Itália

Numa capela romana, agora um oratório, músico, chegam para um ensaio, Eles são avisados que estão sendo gravados por uma rede de TV. Então o maestro alemão chega, impondo ordem aos gritos. Durante um breve intervalo o maestro concede uma entrevista aos jornalista. Quando volta , encontra sua orquestra em estado de revolta. Será o fim? 0 que os trará de volta à música? Ensaio de orquestra é a homenagem do mestre Federico Fellinni à arte da música, uma das paixões de sua vida. Fundamental tanto para músicos como para cinéfilos, o filme traz a última das muitas trilhas sonoras que o genial Nino Rota compôs para Fellini.

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