10 Filmes que Fazem Uso Notável da Cor Vermelha

Por Philippe Torres
 
Quando usadas corretamente, as cores são elementos fundamentais para uma fotografia imponente. A utilização das mesmas não devem partir apenas à uma percepção estética. Ao guiar a algum sentido, a um direcionamento ao espectador, as cores ganham importância narrativa. O Cineplot trouxe uma lista com 10 filmes que usufruíram de maneira notável de uma das cores mais utilizadas no cinema: O Vermelho.
 
– Amor à Flor da Pele

Direção: Kar Wai Wong
País: China
Ano: 2000
Chow Mo-Wan (Tony Leung), editor de um jornal, se muda com sua mulher para um novo prédio. Quase ao mesmo tempo, Su Li-Zhen (Maggie Cheung), uma linda secretária, e seu marido, um executivo, também se mudam para o mesmo edifício. Com seus companheiros frequentemente viajando a trabalho, Chow e Li-Zhen passam quase todo tempo juntos, como bons amigos. Eles têm muito em comum, desde compras até artes marciais. Logo, ficam chocados ao descobrir que seus companheiros estão tendo um caso. Machucados e irritados, encontram conforto em sua crescente amizade, mesmo quando resolvem não fazer o que os dois infiéis fizeram.
 
– Beleza Americana
 
Direção: Sam Mendes
País: EUA
Ano: 1999
Lester e Carolyn Burnham são supostamente um casal comum, cujo casamento desagregado provoca uma tempestuosa mudança em sua aparentemente perfeita vizinhança.
 
– Gritos e Sussurros
 
Direção: Ingmar Bergman
País: Suécia
Ano: 1972
Em uma casa no campo uma mulher está bastante enferma e recebe cuidados de suas duas irmãs e de uma empregada da família, que precocemente perdeu sua filha e por isso extravaza seu amor de mãe dando o maior carinho possível para aquela moça tão debilitada. Dentro deste contexto lembranças, frustrações e imaginações em um misto de amor e ódio surgem no interior de cada pessoa.
 
– A Bela da Tarde
 
Direção: Luis Buñuel
País: França
Ano: 1967
A história de Séverine (Catherine Deneuve), jovem rica e infeliz que procura um discreto bordel para realizar suas fantasias sexuais e conseguir o prazer que seu marido não consegue lhe dar.
 
– A Fraternidade é Vermelha
 
Direção:  Krzystof Kieslowski
País: França; Polônia
Ano: 1994
Valentine (Irène Jacob) atropela um cachorro que tem o endereço do dono na coleira. É dessa forma que ela conhece a pessoa que iria alterar o curso de sua vida: um juiz aposentado que vive espionando as conversas telefônicas de seus vizinhos. Por trás desse comportamento, esconde-se um homem que entra na intimidade das pessoas até saber o desenrolar de seus destinos. Apesar da repulsa que Valentine sente no início pela atitude do juiz, acaba se formando uma amizade. Neste último filme da triologia das cores de Kieslowski, personagens dos dois filmes anteriores aparecem rapidamente, tendo suas vidas afetadas pela trama central. Indicado ao Oscar em 1995 para Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Fotografia.
 
– Eu Sou um Cyborg, mas tudo bem
 
Direção: Chan Wook Park
País: Coréia do Sul
Ano: 2006
Cha Young-goon, é hospitalizada numa clínica psiquiátrica, por acreditar que é uma ciborgue. Ela recusa toda a comida que lhe oferecem, preferindo carregar as “baterias” através de um transistor. Cha, usa a dentadura da avó e fala com todos os aparelhos eletrônicos. Mas seu caso não é o único: ela está rodeada de pacientes que têm interlocutores imaginários. Quando o belo e anti-social Park Il-Sun, é internado, tudo muda para ela. Não leva muito tempo para que eles se envolvam, mas a saúde da menina piora cada vez mais.
 
– Suspiria
 
Direção: Dario Argento
País: Itália
Ano: 1977
Susan (Harper) é uma jovem americana que viaja para a Europa para estudar numa prestigiada escola de Balé. Desde o primeiro dia, porém, ela começa a se assustar com estranhas situações que ocorrem no local que a fazem crer que há bruxas por todas a parte.
 
– Irreversível
 
Direção: Gaspar Noé
País: França
Ano: 2003
O filme narra, de trás para frente, a história de uma vingança. A primeira seqüência mostra dois amigos desesperados, Marcus (Vincent Cassel) e Pierre (Albert Dupontel), saindo pelo submundo de Paris à procura do homem que teria estuprado e espancado Alex (Monica Bellucci), a atual namorada de Marcus e ex-namorada de Pierre. Em seguida, a narrativa volta passo a passo no tempo para mostrar como Marcus e Pierre descobriram o nome do autor do crime, recuando até o próprio estupro e os eventos que o antecederam.
 
– Sin City: Cidade do Pecado
 
Direção: Robert Rodriguez
País: EUA
Ano: 2005
Sin City é uma cidade que seduz as pessoas. Nela vivem policiais trapaceiros, mulheres sedutoras e vigilantes desesperados, com alguns estando em busca de vingança e outros em busca de redenção. Um dele

s é Marv (Mickey Rourke), um lutador de rua durão que sempre levou sua vida a seu modo. Após levar para casa a bela Goldie (Jaime King), ela aparece morta em sua cama. Isto faz com que Marv decida percorrer a cidade em uma jornada pessoal, em busca de vingança. Além dele há Dwight (Clive Owen), um detetive particular que tenta a todo custo deixar seus problemas para trás. Após o assassinato de um policial, Dwight se apresenta para proteger suas amigas, as damas da noite. Há também John Hartigan (Bruce Willis), o último policial honesto da cidade, que restando apenas uma hora para se aposentar se envolve na tentativa de salvar uma jovem de 11 anos das mãos do filho de um senador.

 
– Lanternas Vermelhas
 
Direção: Zhang Yimou
País: China
Ano: 1991
China, ano 1920. Com a morte do pai e o conseqüente empobrecimento da família, Songlian, uma jovem universitária é pressionada pela madrasta a se casar e se torna a quarta esposa de um homem rico e poderoso que ela nem sequer conhece. De repente, ela se vê sozinha em uma casa onde as tradições seculares são seguidas como uma lei por seu marido e todos que a habitam. Uma das mais importantes regras é a das lanternas vermelhas. A esposa escolhida pelo senhor da casa para passar a noite tem as lanternas de sua casa acesas e recebe um tratamento privilegiado por toda a criadagem.Já conferiu nosso vídeo !?

 

12 thoughts on “10 Filmes que Fazem Uso Notável da Cor Vermelha

  • 1 de fevereiro de 2016 at 01:42
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    Império dos Sentidos foi dirigido por Nagisa Oshima.

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  • 1 de fevereiro de 2016 at 04:33
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    Obrigada por corrigir. O comentário correto é: "Faltou o filme O Império dos Sentidos de Nagisa Oshima."
    É você concorda?

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  • 1 de fevereiro de 2016 at 04:36
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    Desculpe-me apontar a falta antes de elogiá-lo pelo ótimo artigo.

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  • 24 de junho de 2016 at 13:14
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    desserto rosso de michelangelo antonioni

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  • 5 de agosto de 2016 at 21:16
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    Bacana o artigo, mas falto, em minha opnião, “O Sexto Sentido”

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  • 12 de agosto de 2016 at 19:30
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    Faltou também O fabuloso destino de Amélie Poulain, né? 😉

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