10 Filmes do Expressionismo Alemão

Por Philippe Leão

O cineplot traz uma lista de filmes de um dos movimentos cinematográficos mais influentes da história do cinema: O Expressionismo Alemão. Marcado por seus cenários distorcidos e anárquicos, o trabalho fotográfico com o claro-escuro e a tendencia a um cinema contemplativo, o movimento representa a expressão de um artista sobre a realidade. Contudo, uma realidade tenebrosa, repleta de medos e aflições.

 
 
– O Gabinete do Doutor Caligari
 
Direção: Robert Wiene
País: Alemanha
Ano: 1921
Num pequeno vilarejo da fronteira holandesa, um misterioso hipnotizador, Dr. Caligari (Krauss), chega acompanhado do sonâmbulo Cesare (Veidit) que, supostamente, estaria adormecido por 23 anos. À noite, Cesare perambula pela cidade, concretizando as previsões funestas do seu mestre, o Dr. Caligari

 

– Metropolis
 
Direção: Fritz Lang
País: Alemanha
Ano: 1927
O ano é 2026, a população mundial se divide em duas classes: a elite dominante e a classe operaria; esta condenada desde a infância a habitar os subsolos, escravos das monstruosas máquinas que controlam a metrópolis. Quando o filho do criador de Metrópolis se apaixona por Maria, a líder dos operários, tem inicio a mais simbólica luta de classe já registrada pelo cinema.

 

– M, O Vampiro de Dusseldorf
 
Direção: Fritz Lang
País: Alemanha
Ano: 1931
Um misterioso infanticida leva o terror a Dusseldorf. A polícia local não consegue capturar o serial killer então um grupo de foras-da-lei se une para encontrar o assassino. Capturado pelos marginais, ele é julgado por um tribunal de criminosos e é acusado de ter quebrado a ética do submundo.

 

– Nosferatu
 
Direção: F.W. Murnau
País: Alemanha
Ano: 1922
Hutter, agente imobiliário, viaja até os Montes Cárpatos para vender um castelo no Mar Báltico cujo proprietário é o excêntrico conde Graf Orlock, que na verdade é um milenar vampiro que, buscando poder, se muda para Bremen, Alemanha, espalhando o terror na região. Curiosamente quem pode reverter esta situação é Ellen, a esposa de Hutter, pois Orlock, está atraído por ela.

 

– A Última Gargalhada
 
Direção: F.W. Murnau
País: Alemanha
Ano: 1924
O idoso porteiro do Atlantis, um elegante hotel de Berlim, sente orgulho do seu trabalho, que faz com dedicação, e se comporta como um general em seu resplandecente uniforme, sendo tratado com respeito pelos seus amigos e vizinhos. Entretanto, o novo gerente do hotel se mostra insensível quando o velho porteiro para um pouco para se recompor, após carregar uma pesada bagagem, e assim o gerente decide que o atual porteiro é velho demais para o cargo e o rebaixa para criado do banheiro masculino. Isto provoca um efeito desastroso no prestígio do homem e na sua auto-estima.

 

– O Golem, Como Veio ao Mundo
 
Direção:  Carl Boese; Paul Wegener
País: Alemanha
Ano: 1920
O Golem, mito de uma lenda judáica, é um ser de barro que ganha vida quando um mago usa a mágica de um antigo livro da Cabala. O monstro de barro, interpretado pelo próprio diretor Paul Wegener, foi criado para proteger os judeus dos ataques anti-semitas. Paul Wegener já tinha levado duas vezes o mito do Golem para o cinema. Esta terceira versão é sem dúvida a mais bela, brilhantemente iluminada e fotografada pelo célebre fotógrafo do expressionismo alemão Karl Freund. Este filme influenciou vários filmes de Hollywood, especialmente Frankestein.

 

– A Caixa de Pandora
 
Direção: Georg Wilhelm Pabst
País: Alemanha
Ano: 1929
Lulu é uma dançarina, que, sendo explorada por um velho (seu primeiro “chefe”), envolve-se com um rico dono de jornal, que lhe informa que se casará em breve. Os dois acabam sendo flagrados pela noiva, que rompe o compromisso. E para que sua honra não seja definitivamente jogada na lama, o homem resolve casar-se com a dançarina. Após uma cena de ciúme, o marido tenta matá-la, mas Lulu escapa, e acaba por matá-lo em legítima defesa. Acusada de assassinato, foge com o filho da vítima, e acaba também por envolvê-lo num jogo de sedução, fugas e exploração sexual.

 

– O Anjo Azul
 
Direção: Josef Von Sternberg
País: Alemanha
Ano: 1930
Alunos de ensino médio trocando figurinhas durante a aula. É com este cenário que começa a lenta, porém crescente, degradação da vida do professor de artes e ciência, Immanuel Rath (Jannings). Quando este descobre serem as figurinhas fotos de mulheres semi-nuas conseguidas na casa de espetáculos Anjo Azul, que seus alunos frequentam, Rath vai lá tirar satisfações com os garotos, e acaba conhecendo a cantora de cabaré Lola Lola (Dietrich).

 

– Diário de uma Garota Perdida


 
Direção: Georg Wilhelm Pabst
País: Alemanha
Ano: 1929
Thymian (Louise Brooks) é uma jovem e bela garota, que literalmente não vive um “conto de fadas”. Sua governanta, Elizabeth, é despedida grávida, e logo depois encontrada morta por afogamento. No mesmo dia que soube da tragédia, seu pai contrata uma nova governanta, Meta. Meinert, um farmacêutico oportunista engravida Thymian. Quando ela recusa o casamento, o bebê é afastado, e Thymian é colocada em um rígido reformatório para meninas.
A partir destes fatos, sua vida se transforma num pesadelo sem fim, com muitas reviravoltas, entre garota de bordel a uma respeitada Condessa.
Diário de uma Garota Perdida é o segundo e último trabalho de uma das melhores parcerias já criadas no cinema, atriz/diretor: G.W. Pabst e Louise Brooks. Juntamente com A Caixa de Pandora (1928), Diário confirmou a genialidade Pabst, como um dos maiores cineastas do período silencioso, e estabeleceu Brooks como uma atriz brilhante e de uma sensualidade, nunca vista até então.

 

– Fausto
 
Direção: F.W. Murnau
País: Alemanha
Ano: 1926
Baseado na famosa peça de Goethe, temos Fausto, um velho alquimista que vê sua cidade ser assolada pela peste negra. Vendo tanta morte, começa a pensar sobre sua própria finitude. Ele então evoca Mefistofeles, e lhe pede sua juventude de volta e eterna. O demônio a garante, em troca da alma de Fausto. Tudo parecia perfeito, até este se apaixonar por uma jovem italiana. Marco absoluto no cinema alemão, é o último filme de Murnau no país. 

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