Crítica: Sobrenatural 3

Por Leonardo Carvalho
Estados Unidos – 2015
Direção: Leigh Whannell
Elenco: Dermont Mulroney,
Stefanie Scott, Angus Sampson, Leigh Whannell, Lin Shaye.
Mais
uma sequência de filmes de terror chega ao cinema desde a nova o começo desta
nova década. Até a metade deste ano, quatro sequências de “Atividade
Paranormal” foram lançadas, além de três de “REC”, e agora chega
aos cinemas o terceiro filme da série “Sobrenatural”.
O
primeiro da série foi extremamente aterrorizante. Encantou os fãs de terror e
até alguns críticos o elogiaram. É realmente um bom filme do gênero, é
diferente de muitos dos lançados nos últimos dez anos. O segundo da série,
laçando em 2013, foi menos marcante e aterrorizante, mas mesmo assim conseguiu
se manter razoável, se saiu melhor do que muitos filmes de terror daquele
ano. O terceiro, dois anos depois desde o lançamento do último, aparece
com a história contada anos antes dos dois primeiros filmes, como um flashback. Elise (Lin Shaye), a
especialista em fenômenos paranormais já conhecida pelo público, se envolve com
o caso da família Brenner, que está sendo aterrorizada por forças
sobrenaturais.
Na
história, Quinn vai até Elise para poder buscar contato com sua mãe falecida.
Quando Elise tenta contatá-la, ela, na verdade, encontra seres ocultos
malignos. A partir disso, o que pode se observar é a menina Quinn sendo
assombrada. Logo de cara, ela é atropelada e vai ao hospital. Com uma estrutura
ruim, ela é socorrida, entra em coma, sai do coma e do hospital. Tudo isso
acontece de maneira muito rápida, o que prejudica o ritmo das cenas.
Quando
a menina sai do hospital fica com as duas pernas engessadas, implicando na sua
locomoção, e em consequência disso, seu pai fica encarregado de levar alimentos
e dar assistência no quarto da garota. Ele também instalou um sino para caso
ela precisasse de qualquer coisa. O espectador já pode imaginar o que acontece
a partir daí. Cenas clichês de filmes que tratam a temática de assombração.
O
ritmo é mais uma vez prejudicado em uma cena em que Elise está sob a luz de uma
vela com o fundo todo escuro de sua casa. Há um travelling que vagarosamente vai girando em torno da mulher, mas um
corte para o outro lado do seu rosto é feito, o que quebra a fluidez de toda a
cena, que jogava a tensão na audiência através do giro da imagem ao lado da
escuridão. Existem, na verdade, poucas cenas que podemos classificá-las como
positivas. Uma cena curiosa acontece quando o pai de Quinn vê que a janela está
quebrada e vai até lá com a intenção de olhar para o térreo do apartamento,
tentar achar uma resposta para o vidro quebrado, um corpo caído aparece na
imagem e, quando a câmera volta para mostrar que a menina iria até a janela
visualizar o que houve também, a câmera vai novamente à janela, carregando uma
boa cena de susto que acontece com o plano quase inclinado. Tudo isso é feito
sem cortes, e aí sim o ritmo ganha muito, com a tensão, o suspense e a
surpresa.
Tirando
a última cena descrita, não há nada de interessante. A fotografia se encontra
com planos mal escolhidos na maior parte do filme e a iluminação é precária,
como tem acontecido em muitos longa-metragens de terror, em que a equipe joga
uma iluminação muito escura com a intenção de criar uma atmosfera de medo, mas
o espectador fica perdido em algumas cenas, prejudicando não só o envolvimento
do público, mas também o trabalho técnico, toda a composição é
prejudicada.
De
acordo com tudo o que foi dito anteriormente, chegamos à conclusão de que
“Sobrenatural – A Origem”, o capítulo três, é mais um filme de terror
decepcionante. O cinema de terror está se afundando cada vez mais em um lugar
que dificilmente se reerguerá, já que, tirando algumas poucas exceções, até
mesmo os fãs do gênero estão se revoltando com o que tem lançado ultimamente.
★★½☆☆☆☆☆☆☆ – Nota: 2,5

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