10 Filmes da Nouvelle Vague Francesa

Por Philippe Torres
Cansados do modelo técnico-narrativo imposto pelo cinema até o momento, a Nouvelle Vague aparece como uma grande inovação no modo de fazer o filme. Encabeçado por François Truffaut e Jean Luc Godard, o movimento provou que, quando trata-se de cinema o que importa é como contar (narrativa) e não seu conteúdo (não tirando a importância deste). O corte e o movimento de câmera são algumas das técnicas mais trabalhadas no movimento que, também, ampliou a percepção do fora da tela fazer parte do ato fílmico. Conheça a Nouvelle Vague assistindo:





– Os Incompreendidos




Direção: François Truffaut
Ano: 1959
País: França

Os Incompreendidos (Les quatre cents coups) é um filme francês de 1959, do gênero drama, dirigido por François Truffaut. O filme narra a história do jovem parisiense Antoine Doinel, um garoto de 14 anos que se rebela contra o autoritarismo na escola e o desprezo dos pais Gilberte e Julien Doinel. Rejeitado, Doinel passa a faltar as aulas para freqüentar cinemas ou brincar com os amigos, principalmente René. Com o passar do tempo, as censuras o direcionarão, vivenciará descobertas e cometerá delitos em busca de atenção.



– Acossado



Direção: Jean-Luc Godard
Ano: 1960
País: França

 

Homem rouba um carro e mata um policial antes de seguir para Paris. Lá, ele se esconde na casa de uma mulher, que tem o desejo de ser engravidada por ele. Quando ele perde a consciência e comete alguns pequenos delitos, dá também a brecha para os policiais o acharem e darem início a sua perseguição final.



– Cléo das 5 as 7



Direção: Agnes Varda
Ano: 1962
País: França

Agnès Varda, uma visionária da “new wave” francesa, capturou a atmosfera de Paris dos anos 60, mostrando os questionamentos de uma mulher solteira enquanto espera o resultado de uma biopsia. Uma crônica de duas horas cruciais na vida de uma mulher. Cléo das 5 as 7, mostra uma mistura profunda de realidade com sofrimento.
Com trilha sonora de Michel Legrand (Guarda-chuvas de Cherbourg), uma obra prima fantástica que inspirou Legrand, Jean-Luc Godard e Anna Karina


– Jules & Jim




Direção: François Truffaut
Ano: 1962
País: França

 

Na virada para o século XX, Jules e Jim são dois amigos que se apaixonam pela mesma mulher, Catherine, que acaba casando com Jules. Depois da Primeira Guerra Mundial, quando eles se reencontram na Alemanha, Catherine começa a amar Jim.



– Hiroshima Mon Amour



Direção: Alain Resnais
Ano: 1959
País: França

 

Durante sua participação num filme sobre a paz, rodado em Hiroshima, uma atriz francesa tem uma aventura amorosa com um japonês, o que reaviva nela lembranças de uma trágica paixão durante a Ocupação. Entre o passado de guerra e o presente de incertezas, ele e ela tentam tornar imortal este encontro fortuito, através da mistura de tempos, recordações e corpos.



– O Signo do Leão




Direção: Eric Rohmer
Ano: 1959
País: França

 

Pierre Wesselrin (Jess Hahn) é um músico parisiense, que recebe um telegrama informando que sua tia rica faleceu. Como ela apenas tinha dois parentes vivos, Pirre deduz que herdará sua fortuna. Com isso decide realizar uma grande festa para comemorar, convidando todos os seus amigos. Entretanto no dia seguinte ele descobre que fora deserdado pela tia, com a fortuna ficando inteiramente para seu primo, que considera um idiota.
 

– O Sopro do Coração



Direção: Louis Malle
Ano: 1971
País: França

 

Laurent, de 15 anos de idade, vive em Dijon no seio de uma família burguesa de tradições rígidas. Não se dá muito bem com seu pai, nem com seus irmãos. É apaixonado por sua mãe, Clara, mulher muito livre que está cansada do marido. Laurent está naquela idade quando tudo é revolta. É a transição da infância para a adolescência, são as primeiras experiências sexuais. Depois de uma escarlatina, contrai um problema no coração, e vai se tratar em uma estação climática, acompanhado de sua mãe. Longe de casa, com todo o tempo do mundo só para eles, aprofundam essa relação de paixão que os une. Dirigido pelo grande diretor francês Louis Malle, O Sopro do Coração é um filme amoroso e verdadeiro sobre amor e liberdade.
 

– O Batedor de Carteiras



Direção: Robert Bresson
Ano: 1959
País: França

 

Michel é um homem amargurado e depressivo que tenta sua sorte nas ruas de Paris, roubando bolsas e carteiras. Filmada de uma forma inteiramente impessoal e controlada, como um teatro de marionetes, toda a tensão do filme não está no que ocorre durante as cenas, mas no que não ocorre.


– Ano Passado em Marienbad




Direção: Alain Resnais
Ano: 1961
País: França

 

No luxuoso hotel, um estranho tenta convencer uma mulher casada a fugir com ele, alegando que ambos haviam tido um caso amoroso no ano anterior, em Marienbad. Mas a mulher não se lembra do relacionamento.


– O Joelho de Claire




Direção: Eric Rohmer
Ano: 1970
País: França

 

Jerome (Jean-Claude Brialy) é um diplomata que passa suas últimas férias de solteiro às margens do lago Annecy. Lá ele reencontra Aurora (Aurora Cornu), uma escritora italiana que é sua amiga e que alugou um quarto na casa de uma senhora e suas duas filhas, Laura (Béatrice Romand) e Claire (Laurence de Monaghan). Logo Aurora o avisa que Laura está interessada nele, incentivando-o a ter um último namoro antes do casamento. Entretanto Jerome está interessado em Claire, tendo um desejo obsessivo em acariciar seu joelho. Quinto filme da série Seis Contos Morais.

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