10 Filmes em que as Paisagens se Destacam



Por: Philippe Torres

Quando as paisagens ajudam é bastante difícil um filme dar errado, deve haver um esforço muito grande por parte do diretor para que isso aconteça. Sabendo disso, o Cineplot traz uma lista de filmes em que as paisagens se destacam, filmes visualmente lindos que não perdem em nada em suas narrativas. Confira a lista.

Veja a continuação aqui!

 
 
 


– Primavera, Verão, Outono, Inverno e Primavera
 
 
Direção: Kim Ki Duk
País: Coréia do Sul
Ano: 2001
Trata-se do cinema do cineasta do silêncio, Kim Ki Duk. Não é preciso falar muito para dizer o que é necessário e, convenhamos, a paisagem dita muita coisa por trás da filosofia deste que é seu grande clássico. Percebemos aqui como a mesma paisagem interage com os personagens nas diferentes estações do ano, modificando os mesmos e contribuindo narrativamente. A paisagem aqui ganha aspecto de personagem. Imperdível.
 




– O Sétimo Selo
 
 
Direção: Ingmar Bergman
País: Suécia
Ano: 1959
Master Piece de um dos maiores diretores da história do cinema, O Sétimo Selo conta a história de um jogo de xadrez com a morte. Intrigante não? A morte vem buscar os homens em meio a peste negra, até que um homem a desafia ao jogo. A Paisagem litorânea somada a bosques compõem a paisagem repleta de significados e vazios que complementam perfeitamente a composição fotográfica. Um clássico para ser assistido por todos.
 
 




– Era uma Vez no Oeste
 
 
Direção: Sergio Leone
País: Itália
Ano:1968
A mistura de planos fechados e planos abertos completam esse que é um dos maiores clássicos faroeste da história. A paisagem é de suma importância principalmente em sua amplitude sonora. Ao ouvirmos a trilha sonora deste filme, podemos instantaneamente remontar a paisagem do velho oeste americano. Assista e confirme.
 
 




– Walkabout
 
 
Direção: Nocolas Roeg
País: Austrália
Ano: 1971
Dois irmãos se veem perdido no deserto depois de seu pai tentar assassina-los, assim começa Walkabout. A Paisagem é o Outback australiano, proporcionando uma fotografia composta de planos contra o sol, trazendo-nos o sentido das cores quentes e agregando misticismo com a chegada do aborígene que se junta aos dois na longa caminhada.
 
 




– RAN
 
 
Direção: Akira Kurosawa
País: Japão
Ano: 1986
Adaptação do clássico de Shakespeare, Rei Lear, Kurosawa reinventa ao transportar a história para os moldes culturais japoneses, mais claramente aos feudos samurai. A paisagem é de tirar o fôlego ao somar-se com os fluxos compostos pelas cores muito bem trabalhadas pelo diretor. Um dos maiores filmes da carreira de um dos mestres do cinema. Imperdível.
 
 




– Baraka
 
 
Direção: Ron Fricke
País: EUA
Ano: 1992
Filmado em 23 diferentes países, esse documentário capta a cultura nos mais diversos locais do planeta. Nessa viagem, a paisagem ganha uma força terrível, tanto em seu aspecto natural como cultural, passando por sociedades que ainda carregam hábitos tradicionais até a perversa pós-modernidade. O incrível trabalho realizado por esse documentário é ampliado por não se tratar de um modelo explicativo, apenas imagens são evocadas, o silêncio é a peça chave, o sentido e os significados são retirados pelo espectador.
 
 




– A Montanha Sagrada
 
 
Direção: Alejandro Jodorowsky
País: Chile
Ano: 1973
Nesse filme surrealista, obviamente, os simbolos ganham uma força enorme e esses são impressos na paisagem. Uma crítica a sociedade moderna em seus mais diferentes aspectos, hábitos religiosos, violência e etc. Uma viagem em busca do sagrado.
 




– O Gabinete do Dr Caligari
 
 
Direção: Robert Wiene
País: Alemanha
Ano: 1922
O grande clássico do Expressionismo Alemão nos cinemas. O Gabinete do Dr. Caligari conta com paisagens pintadas por pintores expressionistas. Fantástico. A paisagem desse filme contribui com a implementação de uma atmosfera sombria, opressora, uma paisagem do medo. Uma história que mistura o consciente e o subconsciente, digno do movimento em questão.
 
 




– O Clã das Adagas Voadoras
 
 
Direção: Zhang Yimou
País: China
Ano: 2004
O cinema incrivelmente estilizado do cineasta Zhang Yimou chega ao seu ápice em O Clã das Adagas Voadoras. As paisagens ganham grande significado por serem cenário de grandes coreografias de luta, em especial nos bambuzais (Uma das cenas mais visualmente bonitas que já vi). Contudo, apesar a estética impecável e propositalmente exagerada, O Clã das Adagas Voadoras não perde nada em narrativa, alçando-o ao patamar de grande filme.
 




– O Espelho
 
 
Direção: Andrei Tarkovsky
País: Rússia
Ano: 1975
Trata-se das paisagens da memória de Tarkovsky, um dos mestres do cinema. Carregado de nostalgia, o filme contará as tragédias da infância do diretor de uma maneira pouco explicativa e expositiva, fazendo-nos mergulhar em uma trama que investiga os sonhos. A composição fotográfica do diretor é conhecidíssima por sua semelhança as pinturas, o que faz ainda mais interessante as paisagens aqui presentes. 

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